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Feito por quatro alunas do curso de Publicidade e Propaganda da Ufes.Filmes, seriados e livros. Discutimos, opinamos e indicamos aquilo que TODA mulher TEM que saber!
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quarta-feira, 5 de maio de 2010

"Quando a Morte conta uma história, você deve parar para ler"


Olá! Difícil pensar num post de "estréia" hein?? Depois de muito pensar, resolvi escrever de cara sobre uma das histórias mais bonitas que conheci...

"A Menina Que Roubava Livros" pode ser descrito com duas palavras: Triste e lindo. Triste era de se esperar que fosse, já que é contada pela Morte, durante a Alemanha nazista e fala sobre uma menina chamada Liesel Meminger que, após ver o irmão morrer, foi entregue pela mãe (pois não tinha como sustentá-la) para Hans e Rosa Hubermann (um pintor desempregado e uma dona-de-casa rabugenta).
A narração da dona Morte além de rica nos detalhes, é leve, mesmo sendo muito triste, e pasmem, nossa digníssima narradora se torna muito simpática e às vezes demonstra até uma admiração por Liesel durantes as três vezes em que elas se encontram.

É quase possível tocar no amor que vemos crescer entre a menina e o pai adotivo, um acordeonista amador e amável que ensina a menina a ler seu primeiro livro roubado.
Assim que se muda para sua nova casa, na cidadezinha de Molching, Liesel conhece Rudy Steiner, que se torna seu melhor amigo, parceiro de traquinagens e comparsa em seus roubos. No futuro, Rudy se tornaria o grande amor de Liesel.
Outro grande amigo da menina é Max Vandenburg, o judeu do porão, cujo pai foi amigo de Hans durante a primeira guerra mundial. Max se esconde dos soldados nazistas no porão da casa dos Hubermann.

Essa garotinha de 10 anos não entende porque todos devem adorar Hitler, porque as pessoas vão embora, o porquê de queimar os livros que ela tanto gosta e porque todos têm tanto medo. É a realidade feia de uma guerra pelos olhos inocentes e pueris de uma criança que sofre, mas tenta viver sua infância com alegria, jogando futebol com seus amigos e lendo seus livros furtados. Tudo isso através das palavras singelas da Morte.

Eu sou uma chorona invicta, mas nunca, durante toda a minha vida literária, havia me ocorrido chorar lendo um livro. Chorei de tristeza com as perdas de Liesel, e de alegria pelos seus reencontros. Mas não é só de lágrimas que é feita a narração da vida da menina leitora, ainda é possível dar risadas e principalmente refletir sobre os nossos valores. Escritores como Markus Zusak me deixam perplexa, principalmente quando contam histórias assim, onde uma menina rouba livros pra não perder seus próprios sonhos.


Por Anna Virgínia

Um comentário:

  1. confesso que ja tentei ler tres vezes e parei na metade sempre :x
    uahihsuiahsuihasa
    mas eu devo ter alguma coisa errada, pq TODO mundo fala bem :}

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